Gustavo Heide viu sua série invicta de nove triunfos ser interrompida neste domingo, em Francavilla, na Itália. O paulista, número 3 do Brasil e 209º do mundo, saiu na frente contra o argentino Facundo Diaz Acosta, mas acabou sofrendo a virada por 5/7, 6/1 e 6/2, em 2h34 de partida. O resultado encerrou a sequência positiva do brasileiro, que vinha de título em Campinas e semifinal em São Leopoldo, consolidando uma das melhores fases de sua carreira.
Apesar do vice-campeonato, Heide colhe frutos importantes. Com os 44 pontos somados pela final, ele retorna ao top 200, saltando para a 185ª posição — 43 abaixo de seu recorde pessoal, registrado em agosto de 2024. Na segunda-feira, será oficializado como o segundo melhor tenista do país, ultrapassando João Lucas Reis.
O campeão, Facundo Diaz Acosta, número 7 do torneio, chegou ao oitavo título de challenger e ao 12º como profissional, todos em saibro. Com os 75 pontos, o argentino subirá para a 149ª posição no ranking. Ele recebeu um prêmio de 15.510 euros; Heide, 8.760.

Saque inconstante foi o calcanhar de Aquiles de Heide
O principal obstáculo do brasileiro na decisão foi o próprio serviço. Heide fechou o confronto com apenas 47% dos pontos ganhos no primeiro saque e 31% no segundo. O aproveitamento de acerto da primeira bola variou bastante: 53% no primeiro set, 58% no segundo e 72% no terceiro, com média geral de 61%. Diaz Acosta soube explorar as fragilidades e conseguiu três quebras em cada set.
No início, Heide até abriu vantagem, quebrando o argentino no game inaugural do segundo set. Mas, aos poucos, o adversário cresceu, elevou o rendimento no saque e passou a dominar as ações. A partir daí, Diaz Acosta venceu dez games seguidos entre o segundo e o terceiro sets, administrando a vantagem até o fim.
Contexto e próximos passos
A campanha em Francavilla reforça o bom momento de Heide, que busca consolidar-se entre os principais tenistas do circuito challenger. O desafio agora é manter a regularidade para tentar quebrar o top 150, marca que se aproxima com o bom desempenho em torneios europeus de saibro. O vice-campeonato, embora amargo, serve como aprendizado e motivação para os próximos desafios da temporada.

