Depois da passagem por Roland Garros, que terminou na segunda rodada do qualificatório, João Lucas Reis e Pedro Boscardin permanecem na Europa e voltam às quadras de saibro no Challenger de Vicenza, na Itália. O torneio integra o circuito da ATP Challenger e oferece 97.640 euros em premiação, além de 75 pontos no ranking ao campeão, o que torna a semana especialmente valiosa para quem busca subir degraus na classificação.
A chave reserva um possível duelo brasileiro logo nas primeiras rodadas. Pedro Boscardin, catarinense de 23 anos e atual 232º do ranking, estreia contra o taiwanês Chun-Hsin Tseng, cabeça 5 do torneio e 183º do mundo. Do outro lado, João Lucas Reis, de 26 anos e número 200 da ATP, enfrenta o argentino Lautaro Midon, que aparece em 215º. Se ambos vencerem, o confronto direto entre Reis e Boscardin pode valer vaga em uma fase mais avançada do torneio, em um contexto de disputa direta por pontos e espaço no circuito.

Enquanto isso, em outro saibro europeu, o veterano Daniel Dutra da Silva tenta aproveitar mais uma oportunidade no circuito challenger. O paulista de 37 anos atua em Chisinau, na Moldávia, em evento que distribui 160.680 euros em premiação e assegura 100 pontos ao campeão. Canhoto e dono de longa trajetória no tênis profissional, Daniel, atualmente 389º do ranking, estreia contra o convidado local Ilie Cazac. Em caso de vitória, seu próximo adversário sairá do duelo entre o búlgaro Dimitar Kuzmanov e o polonês Szymon Kielan.
A agenda de brasileiros na semana ainda inclui o quali do Challenger de Kosice, na Eslováquia, também no saibro. Serão mais dois representantes em busca de vaga na chave principal. O paulista Pedro Sakamoto, 498º do mundo, abre sua campanha diante do italiano Lorenzo Angelini, 775º colocado. Já o brasiliense Paulo Saraiva, atual 505º do ranking, encara o espanhol Rafael Izquierdo, 799º. O torneio eslovaco oferece 56.700 euros em premiação total, com 50 pontos ATP destinados ao campeão.
A combinação de três challengers em superfícies semelhantes, ainda no ambiente europeu pós-Roland Garros, cria um cenário estratégico para os brasileiros: é a chance de somar pontos, ganhar confiança e se manter em ritmo forte em meio à longa temporada de saibro antes da transição para outras superfícies.

