A 1ª Etapa Nacional de Parabadminton 2026, realizada em São Paulo, também evidencia um movimento importante para o desenvolvimento da modalidade no país: a chegada de atletas experientes, com trajetória consolidada em outras modalidades do paradesporto.
Casos como os de Edwarda Oliveira, Amauri Viana e Maria Fernanda Garcia mostram como o parabadminton tem se consolidado como uma alternativa competitiva para atletas que buscam novos desafios, mantendo-se no alto rendimento.
Com passagens por modalidades como vôlei sentado, basquete em cadeira de rodas e tênis, os três atletas trazem bagagem técnica e experiência internacional, contribuindo diretamente para o fortalecimento do cenário nacional.
Experiência e novos desafios
Medalhista paralímpica no vôlei sentado, Edwarda Oliveira soma mais de uma década de atuação no alto rendimento. Após conquistar títulos importantes, incluindo medalhas em Jogos Paralímpicos e campeonato mundial, a atleta iniciou sua transição para o parabadminton em 2024.
“Sou muito ambiciosa e não gosto de comodismo. Já estava bem acomodada no vôlei, e quando encontrei o badminton foi perfeito. Caí de cabeça nesse desafio gigantesco”, destacou.
Mesmo com pouco tempo de dedicação integral à modalidade, Edwarda já apresenta resultados expressivos no cenário internacional, demonstrando rápida adaptação e evolução técnica.

Trajetória de superação e continuidade no esporte
Amauri Viana, da classe WH2, também representa esse movimento. Ex-atleta da seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas, ele participou de competições internacionais de alto nível, incluindo os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Sua trajetória no esporte começou após o acidente que resultou em sua deficiência, ainda aos 16 anos. A partir desse momento, encontrou no esporte uma ferramenta fundamental de transformação.
“Depois do acidente, o esporte foi o que me deu motivação para seguir. Foi ali que comecei a enxergar novas possibilidades”, relembra.
Após mais de uma década no basquete, Amauri iniciou sua transição para o parabadminton, motivado pela busca por novos desafios dentro do alto rendimento.
“Eu queria algo individual, que dependesse mais de mim. No coletivo, você depende de muita gente. No badminton, é você ali dentro”, explicou.
Adequação técnica e novas oportunidades
Já Maria Fernanda Garcia, da classe WH1, chega ao parabadminton após uma trajetória relevante no tênis em cadeira de rodas, com participação em importantes competições internacionais.
Sua história no esporte começou ainda na infância, após um acidente grave aos 4 anos. Desde então, o esporte passou a fazer parte de sua rotina e desenvolvimento.
A mudança para o parabadminton foi motivada, principalmente, por questões técnicas relacionadas à sua classe funcional.
No tênis, Maria Fernanda competia com atletas que apresentavam maior mobilidade de tronco, o que impactava diretamente no desempenho em quadra. “Eu sempre gostei de esportes de raquete e estratégia. Aqui consigo usar isso a meu favor”, completou
Com uma lesão medular que limita esse movimento, a atleta encontrou no parabadminton um ambiente mais equilibrado competitivamente.
“No badminton, sinto que é mais justo dentro da minha classe e consigo competir melhor”, afirmou.
Fortalecimento da modalidade
A presença de atletas com trajetória consolidada em outras modalidades reforça o momento de crescimento do parabadminton no Brasil. Além de elevar o nível técnico das competições, esse movimento amplia a visibilidade e contribui para o desenvolvimento da modalidade em âmbito nacional.
A 1ª Etapa Nacional de Parabadminton segue até o dia 6 de maio, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, reunindo atletas de diferentes regiões do país e fortalecendo o calendário esportivo da modalidade.
Sobre a CBBd
A CBBd (Confederação Brasileira de Badminton) é a entidade responsável por administrar, dirigir, controlar, incentivar e difundir em todos os estados brasileiros a prática de Badminton, Parabadminton e Airbadminton. Fundada em 1993, a CBBd tem sede no Rio de Janeiro e um Centro de Treinamento em Piracicaba, no interior de São Paulo. A entidade é filiada à Confederação Sul-Americana (CONSUBAD), Confederação Pan-Americana (BPAC) e Federação Mundial (BWF) da modalidade. A CBBd tem apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Paralímpico Brasileiro, parcerias com o Ministério do Esporte, CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), CBDE (Confederação Brasileira do Desporto Escolar) e Comitê Brasileiro de Clubes e patrocínio de Loterias CAIXA, DAIANOX e Centro Cultural da Ásia em São Paulo (Yawen). Siga a CBBd nas redes sociais: X, instagram e facebook.

