Alexander Zverev enfim tirou o peso do primeiro Grand Slam. Neste domingo, o alemão superou o italiano Flavio Cobolli em uma decisão dramática em Roland Garros e levou o título no saibro parisiense após 4h15 de jogo, com parciais de 6/1, 4/6, 6/4, 6/7 (5-7) e 6/1.
Número 3 do mundo, Zverev se torna o primeiro alemão campeão de Roland Garros na Era Aberta e o terceiro da história do torneio, depois de Gottfried Von Cramm e Henner Henkel nos anos 1930. O troféu também encerra um hiato de 30 anos sem títulos de Grand Slam para o tênis masculino da Alemanha, desde o Australian Open de 1996 conquistado por Boris Becker.
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O resultado coloca Zverev em um grupo seleto: ele é apenas o terceiro tenista nascido nos anos 1990 a vencer um Major, ao lado de Dominic Thiem e Daniil Medvedev. No panorama da carreira, Roland Garros representa seu 25º título no circuito, o mais importante até aqui e o primeiro desde Munique em 2023. Ele já havia levantado duas vezes o ATP Finals, sete Masters 1000 e a medalha de ouro olímpica em Tóquio.
Na final em Paris, Zverev começou dominante, controlando o primeiro set com ótimo aproveitamento no saque e pressão constante nas devoluções. Cobolli reagiu na segunda parcial, ajustou as devoluções e passou a ser mais agressivo, equilibrando o confronto e levando a decisão a um quinto set depois de salvar e depois confirmar set-point em um tiebreak tenso.
No parcial decisivo, prevaleceu a experiência do alemão, que abriu 4/0 com quebras consecutivas e segurou a vantagem até fechar em 6/1. Ao fim, terminou com 66% dos pontos vencidos no serviço, oito winner a mais e 11 erros não forçados a menos do que Cobolli, números que sintetizam a consistência que sustentou o primeiro título de Grand Slam de sua trajetória.

